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as vozes

Na  escuridão da noite, a luz mortiça,

Ouço um rumor confuso,apavorante,

coro infernal que um dia ouvira o Dante,

vozes do ódio , vozes da cobiça.

E cresce e cresce  mais , e, avassalante,

furor insano, bestial loucura,

a terra  cobre e treme de amargura

a própria terra, no tremendo instante.

Mas um coro crescente, uma onda pura,

vozes que as almas  límpidas conclamam

o horror exprime desta noite escura.

 E ouço estas vozes pávidas  que clamam:

“Homem, recusa a trágica aventura,

pensa um momento: Em nome dos que amam”

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