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o-peixe

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eu fisguei um peixe enorme eo mantive ao lado do barco

metade fora dágua, com meu anzol que lhe cravara o canto da boca.

ele não lutou.

Ele não lutara mesmo nada.

ele era um peso pendente derrotado e vuneravél e simples.

De vez em quando seu corpo marrom aparecia em listras

como antigo papel de parede,

e seus desenhos de marron mais escuro

eram como o papel de parede,

formas de rosas desabrochadas a pleno,

manchadas e gasta pelo tempo.

ele estava salpicado de óleo dos navios,

de finas rosetas visgosas

e infectado

por pequeno e brancos piolhos marinhos

e por baixo dele pendiam

dois ou três farrapos de algas verdes.

Enquanto suas guelras estavam respirando o terrivél oxiênio

– as assustadora guelras

frescas e eriçadas, com sangue,

e que pode cortar tão cruelmente-

pensei em sua rude carne branca

enfaixada como plumas,

os grandes e pequenos ossos

os damáticos vermelhos e negros

de sua entranha luzidias

e a bexiga avermelhada

como um grande peônia.

Olhei dentro dos seus olhos

que eram bem maiores que os meus

porém mais rasos e amarelados,

a irís retraída e envolvida

em folha de estranho embaçada,

vista atravéz de lentes

de um velho, arranhado estujão.

Seu olhar se desviouum pouco porém não o bastante

para devolver o meu.

-Era mais como recobrisse um objeto contra a luz.

 admirei-lhe a face sombria, o mecanismo de sua madíbula

ento vi que seus ábiosinferior

-se possiível falar de lábio-

severo, umido, agressivo, pendiam cincolnhas de pescar

ou quatro, talvez uma guia de metalainda com argola

e com todos os cincos grandes anzóis

cravados firmes, em sua boca.

E uma linha verde, desgastada na extremidade

em que ela a havia partido, e aduas outras mais forte

alémde um fio preto e fino

ainda encrespado pelo esforço e pelo golpe

do momento em que ele escapou.

Eram como condecoraçães, com suas faixas

esfragalhada e oscilantes,

uma barba de sabedoria com cinco filamentos

que ele arrastava em sua mandíbula dorida.

eu olhei e olhei!

e a vitória encheu

o pequeno barco alugado

surgida da água que havia entrado

e ode o óleo difundia um arco-íris

junto ao motor enferrujado

e o rosa enferrujado da água baldeada

e o meu barco, que estava ao sol,

e os remmos, no seus encaixe,

e o interior do barco- e tudo, enfim,

era o arco-íris agora, era o arco-íris agora!

E eu deixei o peixe ir embora.

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