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poema-05

ROUBARAM- ME  O SONHO

       Roubaram-me  em qualquer esquina da vida,

                                                                       o sonho que trazia na algibeira da alma!

 

Violentaram-me  no mais intimo de mim!

E não podia ter  sido um ladrão vulgar,

esfarrapado  e pedinte.

 

Não, não foi um pedinte qualquer!

Esse so tem falta  de pão e de agasalho

(E um pedinte não rouba, pede)

Para que lhe serviria  o sonho?

 

Que pode um pedinte verdadeiro

saber de fome da alma?

como soube o ladrão

que eu era milionário de sonho?

Eu que  o trazia  (ou pensava trazê-lo ) tão escondido!

 

Mas o fato real e doloroso

é que me roubaram.

Não o encontro já em parte alguma.

E o mais trágico é que foi um roubo inútil

Que vai ele fazer com o meu sonho?

Ainda  se pudesse avaliar a sua pura essência!

 

Se meu sonho o humanizasse,

se  o tornasse mais rico de bondade.

Mas não, foi um roubo inútil!

Como pode um ladrão,

mesmo  sem ser um ladrão,

mesmo sem ser um ladrão vulgar

compreender o valor do sonho

de um POETA:

 

 

 

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