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RETRATO

RETRATO
Esta loucura de dar-te em cada verso cativo.
Esta cadência de mim que ás vezes guardo comigo.

Esta algemar-me por dentro – meu prazer e meu castigo-

Fogo lento muito lento em que me queimo
E agito minha alma em sangue vivo.

Este grito de dor e lamento, esta voz
Que ecoa perdida no grande espaço do tempo

Onde me miro e reparto
Onde me ofereço e me esquivo.
E tantas vezes me afundo

Liberdade –cativeiro carne viva
A se oferecer.

Porta aberta para a loucura
Mão cruzadas sobre o peito.
Chama de vela a morrer no seu estertor derradeiro.

Na moldura do poeta eis o retrato perfeito da minha alma..

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