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NÃO TENHAS MEDO DE AMAR

NÃO TENHAS MEDO DE AMAR

Não terás medo de amar na travessia do lago,
Quando tu tiveres enlameada no meu amor,
Verás que o temor é menor que o meu afago,
Aceitando a necessidade com o meu labor.

Que jamais rejeita o teu fracasso anterior,
Enxugando a tua desvalorização agüentada,
Da execrável auto-estima que por lá ficou,
Agora, eu só quero fazê-la toda bela e amada.

Tu. Alteza de todos os campos perfumados,
Vês que até o sol aceso tem lá os seus dias,
Outrora nasce e morre por trás dos alambrados,
É preferível excesso de amor do que a flor do ódio.

Amor! Vamos nesse galope açoitando as nuvens,
Assim, dar-te-ei proteção abundante por toda a vida,
Afastando-te desse cálice as meras frustrações,
Aonde penetras nas minhas águas sem decepções.

Solte e liberte nas asas dos meus ventos o amor,
Abolindo a timidez que aprisiona todo o teu “eu”,
Sem riscos e experiências fraquejadas não amarás,
Fluindo a insegurança pessoal, tu serás incapaz.

Não terás medo de amar os novos lábios que beijam,
Que tu esqueças as lembranças sofridas do passado,
Não poderás alinhar os teus olhos tristes nos meus,
Afinal de contas, eu sou outro que ainda não te amou.

Se tu pudesses abrir a janelinha da oportunidade,
Tu verias que amo de tal forma que ninguém não amou.
Serei o primeiro e único de todos os continentes,
Para abarcar sem fôlego o beijo que ainda não ajoelhou.

Se eu nasci para amar e apreciar o teu rio de rosas,
Não. Não me comparas com a velha embarcação,
Onde navegaste e afundou no duelo sofrido do desamor,
É…é isso mesmo. Eu só quero é viver contigo fazendo amor.

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Provérbios

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 Provérbios Japoneses

“Um coração alegre faz tanto bem quanto os remédios.”

“Caia sete vezes, mas levante-se oito.”

“Se é para buscar abrigo, que seja sob uma árvore grande.”

“Se quiser conhecer um cavalo, monte nele; se quiser conhecer uma pessoa, conviva com ela.”

“O macaco também cai da árvore.”

“Endireite o galho enquanto a árvore é nova.”

“Saber lidar com o oponente, em vez de desafiá-lo.”

“As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas.”

“Cutuque o arbusto e uma cobra dele sairá.”

“Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.”

“Já que vai ser cachorro, seja um cachorro de um grande dono.”

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Desejos e oportunidades de satisfaze-los são variáveis voláteis: Quando se juntam basta uma fagulha e tudo vai pelos ares; Em muitos casos são apenas fogos de artifício, mas em alguns ha explosões fortes o suficiente para acabar com os paradigmas sociais de uma geração inteira.

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Para se roubar um coração

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
…e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
… e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém… é simples… é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

VAQUINHA

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A VAQUINHA

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita… Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sitio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas… Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?” E o senhor calmamente respondeu: “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.”

O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: “Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali à frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.” O jovem arregalou o olho espantado e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu: “Continuam morando aqui.” Espantado, o discípulo entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): “Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?” E o senhor, entusiasmado, respondeu: “Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante nós tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que podíamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos deslumbram agora!”


Moral da história: Cada pessoa é dotada de capacidades e habilidades, porém elas não serão desenvolvidas e reconhecidas, se não as praticarmos. Se cremos que somos incapazes, que não temos habilidades para superar, capacidade para transpor as dificuldades, isso nos controlará e nunca nos descobriremos.

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